I don't know.





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Não sei, ao certo, o que acontece nestes meus dias cinzas. Tomo meu café, na minha xícara preferida - com direito a uma menina deitada, e penso que ainda terei 12 horas de nada. Absolutamente, nada. Odeio vazios sem sentido, ou com sentidos absurdos. Idiotas. Banais. Queria estar em um lugar que nem sei definir. Aliás, nem sei se existe. Ando duvidando muito de várias coisas, inclusive do ser (des)humano. Eu tenho muitas verdades que dóem de tanto que fazem parte de mim. Sei que, ainda (!!!!!!), acredito em coisas que jamais acontecerão, ou em pessoas que jamais terei de volta. E eu culpo as pessoas, sim. Principalmente, àquelas que fazem o mal. Que gostam do mal. Que acreditam em maldades como a própria religião.

Odeiooo gente má. Mas má mesmo. Daquelas que planejam por meses, anos, uma vingançinha ridícula. Que acordam todos os dias com "aquilo" em mente. Morte - yessssssssss - a todos deste "naipe". Desejo a extinção de monstros assim. Tá bom, eu sou birrenta, fico brava, faço bico, xingo, falo mal e coisas que não devo em certas horas. Mas nunquinha da silva planejei ou alimentei o tal espírito de vingança por ninguém. E, olha, motivos e pessoas não me faltaram.

Confesso... já fiz planinhos, mirabolantes, de vingança. E todos duraram não mais que 10 minutos. Talvez 15, no máximo dos máximos. E depois disso, eu ria dos absurdos que nunca faria. Mesmo.

Mas está tudo bem.. porque o "universo conspira a favor de quem faz o bem". Acredito no processo natural de tudo. E o ditado "aqui se faz, aqui se paga", é absolutamente verdadeiro. E acontece. Mesmo. E sabe o melhor??? Você nem precisa desejar o mal.

 



- Postado por: Diii às 22h17
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.. quero apenas que meus braços continuem longe do mundo, por um tempo.

- Postado por: Diii às 14h11
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Rir com o cérebro - sublinhados

 

" .. Existe, sim, uma maneira de dar alívio imediato para as agruras da nossa sarcástica rotina. Anote aí a palavra mágica: humor."

(Martha Medeiros, Trem-Bala, p.63)

" .. Humor é uma maneira de enxergar o mundo. É olhar irônico, crítico e, por vezes, benevolente de quem sabe que nada deve ser levado demasiadamente a sério. "

(Martha Medeiros, Trem-Bala, p.63)

" .. Ri melhor, quem ri com o cérebro. "

(Martha Medeiros, Trem-Bala, p.63)

" .. O mau humor também pode ser engraçado, e vale lembra que todo humor é transgressor. "

(Martha Medeiros, Trem-Bala, p.64)

" .. Não subestime os outros, nem os idolatre demais. Seja educada, mas não certinha. Faça coisas que nunca imaginou antes. Não minta, nem conte toda a verdade. Dance sozinha qiando ninguém estiver olhando. Divirta-se enquanto seu lobo não vem. "

(Martha Medeiros, Trem-Bala, p.65)



- Postado por: Diii às 11h47
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Carta ao Papai Noel - Primeiro envelope.

Querido Papai Noel,

     Não sei dizer ao certo se me comportei bem este ano. Nem se mereço ou se quero presentes. Na verdade, não sou uma pessoa lá das muito boas.. Acredite, algumas vezes sou uma péssima pessoa. Desejo o mal. E este ano, Papai Noel, eu não amei a Deus sobre todas as coisas. Mas, me amei. Desculpa o egoísmo - pois fui egoísta sim. Até mesmo fiquei com o homem da próxima. E não foi uma vez. (Em uma das circunstâncias porque queria e não estava nem aí. E em outra.. porque queria e estava muitoooo aí.)

     Não liguei para minha vó o quanto queria, e muito menos vezes o quanto ela merecia. Também não guardei domingos e festas de guarda. Briguei várias vezes com meu pai. Julguei as pessoas sem conhecer. Levantei falso testemunho. Quase expulsei um vira-lata, de casa, na primeira semana em que - realmente - conheci suas habilidades caninas. Fiquei vários finas de semana de mau-humor. Saí de casa e nem avisei. Estudei pouco. Li menos ainda.

     Desejei mal à algumas pessoas. E destas - poucas, ainda desejo. Mesmo que involuntariamente. Por duas vezes - no ano todo - não cumpri com o que prometi. Deixei que o trabalho fosse mais importante que meu próprio lar. Ignorei pessoas que, talvez, precisassem de mim. Fechei os olhos para algumas injustiças. (Talvez por que não tivesse o que fazer ... )

     Visitei poucas vezes minha família. Não fui a um velório importante. Não assisti à miséria real e humana. Bloqueei pessoas no msn.

     Briguei com meu cachorro, desnecessariamente.

     Papai Noel, eu também fiz muitas coisas boas este ano. Mas isso é assunto para outra cartinha.. Pode ser??

 

P.S: Por favor, Papai Noel, nem pense em algum presente que eu mereça - ou não. Não posso prometer que não farei nada disso nos próximos anos. Se fiz o que fiz, é porque muitas destas atitudes fazem parte de mim. E aceitar quem eu sou já é meu melhor presente.

    



- Postado por: Diii às 22h54
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Sublinhados

 

" .. Dificilmente um homem consegue corresponder à expectativa de uma mulher, mas vê-los tentar é comovente. "

(Martha Medeiros, Trem-Bala, p.19)

" .. Compro bons livros assim que são lançados, não tenho pressa em terminá-los. amadureço a cada dia, não tenho pressa em envelhecer. Caminho a passos largos, entro e saio do mapa, excursiono por dentro e pra fora de mim, não estaciono, mas também não quero chegar. "

(Martha Medeiros, Trem-Bala, p.169)

" .. Seria complicado explicar para ela que, na verdade, eu como livros. Livro, para mim, é carne assada... Livro me abastece de calorias, proteínas, sais minerais. Livro me engorda. " 

(Martha Medeiros, Trem-Bala, p.206)

" .. O ódio é também uma maneira de se estar com alguém. Já a indiferença não aceita declarações ou reclamações: você não consta mais no cadastro. "

(Martha Medeiros, Trem-Bala, p.212)

" .. Assim como as pessoas, certas coisas precisam descansar para recomporem-se. "

(Martha Medeiros, Trem-Bala, p.234)

 



- Postado por: Diii às 11h55
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Arquivo

 

Eram 21h. Ela tomou um banho rápido, aos prantos. Saiu com os olhos inundados de lágrimas doloridas, abasteceu o carro sem olhar para o frentista (que já tinha percebido seu estado mesmo) e viajou. Duas eternas horas de profunda solidão e desespero. Ás vezes a estrada parecia tremer, de tanto que as lágrimas insistiam em lavar seu rosto. Ela tentava segurar, mas não conseguia. Então parece que o tempo se comoveu, e a chuva fina e fria começou a cair. Será?

 

          Estava ouvindo um CD, em que dias atrás tinha gravado com músicas que gostava, e que agora tinham se tornado hinos de amargura.

 

          Finalmente, depois de aproximadamente duas horas, chegou ao seu destino: um apartamento em que se encontrava uma pessoa pela qual se apaixonara um dia, uma vez. Entrou. Discutiu. Xingou, até a mesa. Jogou sua bolsa no chão. Sentou no sofá, achava que era um sofá, era sim. Pensou em tudo que ainda tinha por dizer e travou. Seus pensamentos estavam em perfeita desordem. Desconexão total com a realidade. O mundo parou, sim, por alguns segundos e todas as lembranças más invadiram sua alma sedenta de amor. De um amor que deixara de existir há muito tempo. Mas que de certa forma estava ali, não sabia como, mas estava. Gritava. Queria sair e não conseguia. Batia nas paredes do coração, mas este cansou de não ser ouvido. Então calou-se e adormeceu.

 

          Ela recupera seu fôlego perdido por segundos eternos e acaba tudo. Tudo que não existiu. Tudo que não aconteceu. Tudo que já eram cinzas. Acabou com o nada que passara a conviver com ela sem que pedisse autorização. Voltou para o carro e decidiu acabar com a própria vida, pois esta tinha acabado há cerca de um ano, mas apenas agora se deu conta da morte que carregava em suas costas. O peso iria tornar-se tão leve a ponto de não mais acordar e sentir.

 

          Mas acordou. Não sabia ao certo onde estava. Haviam muitas flores, de todas as cores, formas e tamanhos. Não havia ninguém, apenas flores. Muitas flores. E ela... apenas odiava flores.

 

 

.. Algum mês de 2006 ..

 

(Desenho by Maira Marinho - querida)



- Postado por: Diii às 10h25
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Me faz entender? (Parte I)

Me faz entender. Por favor. Me faz entender como você sempre sabe. Me faz entender como você sabe a hora que eu acordo. Me faz entender como você sabe todas as coisas que me irritam. Me faz entender como você sabe o que eu gosto de jantar, principalmente, nos dias frios. Me faz entender como você sabe o que estou lendo. Me faz entender como você vai estar sempre aqui dentro, naquele lugar. Me faz entender como você sabe o jeito que eu gosto de sentar no cinema. Me faz entender como você não sabe disfarçar. Me faz entender como você ama a mesma banda que eu. Me faz entender como você se encaixa no meu quebra-cabeça. Me faz entender como você foi embora, várias vezes, às cinco da manhã - só pra me fazer dormir e não ter que se despedir.

Me faz entender como você consegue ignorar o tempo presente. Me faz entender como você aguenta essa sua rinite, chata. Me faz entender como você adora basquete - e surf. Me faz entender como você ri do meu ciúme. Me faz entender como você meche nesse CorelDraw. Me faz entender como eu gosto daquele seu sorriso de canto, safado. Me faz entender como você não sabe brigar. Me faz entender como você é calmo - e me deixa também. Me faz entender como você lê meus pensamentos - todos.

Me faz entender como você ignora o amanhecer. Me faz entender como você se despediu àquela manhã. Me faz entender como você fala comigo sem proferir uma só palavra. Me faz entender como você só usa essa marca de tênis. Me faz entender como você conseguiu tornar minhas noites dias de sol. Me faz entender como você sempre diz o que estou pensando. (Que raiva). Me faz entender como você gosta daquele shampoo branco e verde. Me faz entender como você sabe meu humor. Me faz entender como você sabe que eu amo sua barriga. Me faz entender como você - sempre - vai saber de tudo. Por favor.



- Postado por: Diii às 22h21
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Sublinhados

" .. quando eu era menina, certo dia num almoço fiquei observando a família à mesa, e aquelas pessoas tão conhecidas me pareceram umas enormes salsichas com tufos de pêlos no alto, bolinhas se mexendo (chamadas olhos - ansiosos, tranquilos, amorosos ou hostis) e aquele furo no centro que se abria e fechava emitindo sons. A boca do beijo, do silêncio ou do insulto. "

(Lya Luft, Pensar é Transgredir, p.14)

".. Viver, como talvez morrer, é recriar-se: a vida não está aí apenas para ser suportada nem vivida, mas elaborada. Eventualmente reprogramada. Conscientemente executada. Muitas vezes, ousada. "

(Lya Luft, Pensar é Transgredir, p.23)

 

 

 

 



- Postado por: Diii às 21h35
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Faço sim.

Só faço o que quero. Sorry. Não faço mais nada sem vontade, por fazer. Cansei de posar de boa moça para satisfazer egos alheios. Coisa chata essa de "ter que ser assim". Sou grossa mesmooooo. De carteirinha sem prazo de validade. Sou chata mesmo. Não sou uma ótima pessoa - e nem pretendo. Sou perfeccionista e vou morrer assim. Quero assim. Não vou mudar. Não quero mudar. Acha ruim? Retire-se. Inveja é uma merda. Caramba, mal tenho tempo pra cuidar da minha vida. Fale mal de mim mesmo. Minha satisfação será sua felicidade.

Odiava quando era criança e era obrigada a fazer as coisas que não queria - e fazia mesmo assim, por que meus pais ordenavam.

- Tem que voltar cedo porque "moça direita" não fica até tarde na rua.

- Tem que ir á missa, se não sua avó fica falando a semana toda.

- Tem que estudar pra ser alguém na vida.

- Tem que ser médica, pra ganhar muito bem.

- Tem que cuidar da sua irmã. Você será o exemplo dela.

- Tem que namorar só depois de tal idade.. (nem lembro mais a idade..)

- Tem que isso, aquilo e ...

Quanto verbo gasto, para que hoje eu pudesse optar pelo que acho melhor- ou pior. Não fui nenhuma aborrecente-infernal-chata. Sempre tive meus próprios limites. Detestava ordens idiotas e hoje - vejo - desnecessárias. acho que cada um nasce com o botão STOP. Alguns até demoram para achá-lo. Ou quando acham.. esquecem. Perdem. Sempre tive o meu ligado - 24hs non stop. Tá bom. Fui uma adolescente - politicamente - correta. Mas, por opção. Tenho memória viva de todos momentos mágicos. Mas, definitivamente, os piores foram os que recebi "pedidos" cretinos. Cretinos, sim. por que teria que voltar antes das 20h ??? Para que pensassem que eu era de família? Sem essa. Não tenho mais nenhum contato com a vizinhança fofoqueira - e desprovida de vida própria. Hoje, tanto faz o que fiz ou que deixei de fazer. Pra quê isso? Santa paciência. Tantas "lamúrias, para um esquecimento óbvio e certo.

Tudo bem, passou. Mas ainda fico indignada com, tantos, pré-conceitos. Não sei se terei filhos um dia. Mas com toda certeza, darei liberdade suficiente para decisões próprias. Darei todas informações sobre tudo que souber, e assim sendo, a liberdade de decisão será autônoma. Lindo. Cabível. Responsável.



- Postado por: Diii às 22h36
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Trechos Sublinhados

OiêêÊ!!!!

Adoreiiii a idéia da queridaaaaa Clarissa Corrêa e vou começar a postar meus trechos de livros favoritos...

" .. Antes disso, durante semanas se extenuara para encontrar pretextos, para imaginar subterfúgios desafiadores. Mas terminara por admitir a pavorosa verdade: era seu próprio espírito a causa de sua infelicidade .. "

(Martin Page, COMO ME TORNEI ESTÚPIDO, p.8)

" .. por não ter dinheiro suficiente para adquirir todos os livros que desejava e tendo observado a acuidade dos guardas-noturnos e a sensibilidade dos aparelhos de segurança das megalivrarias, roubava os livros página por página e reconstituía-os no seu apartamento, como um editor clandetino. Sendo obtida poe delito, cada página adquiria um valor simbólico muito maior do que teria se estivesse colada e perdida entre os seus pares .. "

(Martin Page, COMO ME TORNEI ESTÚPIDO, p.9)

 

 

 



- Postado por: Diii às 17h54
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A Sua

" .. Tô com sintomas de saudade
Estou pensando em você
E como eu te quero tanto bem


Aonde for não quero dor
Eu tomo conta de você
Mas, te quero livre também
Como o tempo vai
E o vento vem

Eu só quero que você caiba
No meu colo
Por que eu te adoro cada vez mais

Eu só quero que você siga
Para onde quiser
Que eu não vou ficar muito atrás .. "

(Marisa Monte) 

Tá tudo bem. Pode ficar aí mesmo. Você nunca fez o mínimo esforço - nem eu - para que deixasse meu coração. Não tenho o que fazer - e nem quero. Tá tudo bem sim. Minha vida está ótima. O amor, que ainda sinto por você, não me impediu de me tornar o que sou hoje. Também não me impediu de me distanciar - cada vez mais - da sua casa. Da sua voz. Do seu cheiro. Da sua renite eterna. Da suas mão finas e lindas. Da sua paciência sem tamanho. Do seu caráter. Do seu jeito de cortar - em pedacinhos bem pequenos - os alimentos. Da sua letra horrível. Do seu olhar infantil. Da sua ironia. Do seu cabelo macio. Da sua barriga. Da sua "Rider".

Não tenho porquê te tirar daqui. Você sempre estará onde e com quem quiser. Não sei se a única forma de ainda ter você - de alguma forma - é te deixando, quietinho, aqui. Lembro de todos os detalhes de "nós". Estranho e perfeito. Não me arrependo de nada. Se preciso fosse, faria tudo de novo. Apenas dobraria o tempo de cada momento. Sei que você está com outra pessoa, e que a ama de verdade. Mas também sei que nada jamais se comparará ao que tivemos. Sei. Sinto. Nada mudará o "nosso" momento. Por que foi lindo. Foi intraduzível. Sem palavras (...).

Não sei se dizer que "acabou" mudaria algo. Tanto faz pra mim. O lugar vai ser sempre seu. E o meu espaço sei que está aí latente. De vez em quando, eu sei (sempre sei) você vai lá e vê "as" fotos. O Bob Esponja - que está na sua estante do quarto - está lá te dizendo todo dia: ELA ESTÁ AQUI, MAS VIVA SUA VIDA.

Não te espero. Não me espere. Eu não tenho data para voltar para nada e ninguém. Meu destino é incerto e incrível. Quero conhecer muito mais de tudo. E você não está incluso em nada. Nada. Se nos encontrarmos por aí, sei que meu mundo vai parar naquele segundo. Minha barriga vai gelar. Vou perder a noção do espaço. Vou ter certeza de que é um sonho. Vai ser assim sempre que te ver. E quer saber?????? AdoroooooOooOooOooooo. Detestaria a idéia de não poder olhar na sua cara - como acontece com muitos "exs", por aí. Prefiro meu, seu, (nosso?) amor eterno. Por que eu sei que vai ser assim. E isso nunca me causou o mínimo espanto. Sempre soube que não ficaríamos juntos e "felizes para sempre". Foi por isso que vivi cada momento com digna intensidade. Não, caros, não sou louca. Apenas tenho instinto um tanto quanto "aguçado" para determinadas situações.

Não sei qual foi o dia mais feliz. Todos foram. Até aqueles de solidão a dois.

Sinto teu silêncio até hoje. E isso me basta.



- Postado por: Diii às 22h10
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Pessoas: prazo de validade.

Não sei o que acontece . Descobri que as pessoas têm "prazo de validade", também - pelo menos para mim. Nessa minhas "andanças" pela vida, notei que a partir do primeiro contato (primeiro mesmoooooo), o prazo começa a validar. É estranho, e talvez difícil de explicar - e entender. Mas vamos lá. Adoro pessoas que conseguem fazer com que seu prazo não se expire nuncaaaa. Sim, têm pessoas-anjos que sempre prolongam o prazo. Incrível.

Mas têm criaturas que já vêm com o prazo expirado -tô fora! Saiiiiiiiiiii!!! (Rsrsrsr...) Para mim, encaixam-se neste grupo àquelas que grudam. Não te deixam respirar. Sinto profunda angústia - e tristeza - ao encontrar "gente" assim. Talvez porque não goste da dependência em nenhuma de suas - frias - formas. Não quero que dependam de mim e não gosto, minto -  ODEIOOOOOOO, depender de alguém. Surto mesmo. Viro bicho mesmooooo. Por sinal, esssas pessoas (co)dependentes também não têm espaço em meus dias. Sorry, Honey. 

Almas sinceras - de verdade - já vêm com bônus em sua data. Match Point. Confesso que, mesmo, as pessoas com validade eterna (existe???), ás vezes, têm seu dia de "Fique uma rodada sem jogar". (Estou rindo dessa expresão: Jogo da Vida).

É assim mesmo. Já acordei mil vezes, nestes 26 anos, pensando: - Hoje não quero pessoas chatas. Mesmo sem conhecer e saber o que seria do day or day after, já sabia qual criatura teria seu prazo vencido naquele dia. 

Estranho, e, perfeitamente, aceitável. Já aconteceu de, mesmo sem querer, dar um bônus " Hoje é seu dia de sorte! Jogue mais uma vez!". (É.. amo esse Jogo da Vida  )

Sabe, Jogo da vida tem tudo haver com prazo de validade. Bingo!! Mais uma vez, Match Point.

Mas a pior pessoa é aquela que vc não consegue estipular prazo, simplesmente porquê ela é nada. (Nada de sentimento, melhor explicando) E nada não pode ter prazo, certo??? Ótimo.

Mas e o que determina o (meu) prazo de validade? Ah, caros, isso é variável. Depende do meu humor (ou mal, que seja). Depende do olhar. Da camisa rasgada. Do verbo lascado, preferencialmente, intransitivo. Da vontade escancarada. Da inocência engraçada. Da sabedoria nata. Da exigência boba e .. dramática. Do cheiro certo, na hora certa. Das mãos. Dos pés. Do espírito infantil. Dos erros sinceros. Da verdade. Do medo rebelde.

Não sei ligar o automático do prazo de ninguém, porquê (...) simplesmente, acontece.



- Postado por: Diii às 01h05
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Desconexão Natalina

Dezembro está aí na nossa porta - dizendo baixinho: acabou. Seu ano está se despedindo. (E o que vc fez??) Tenho certa aflição nesta época do ano. De repente surge um dilema pressionável de "o-que-vc-fez-de-útil" nestes conjunto de meses - chamado ANO. Não gosto daquela retrospectiva forçada. Daquela sensação de que ano que vem vou fazer isso e aquilo, vou ser melhor, vou visitar mais meus pais e vou adotar mais mil cães. Parei de fazer planos e criar expectativas. Se eu fiz ou farei algo de ótimo para mim mesma - ou para a humanidade - é problema meu. E ninguém melhor que eu mesma para solucioná-lo. Não acham? Desculpe, mas não me fará diferença. Não estou preocupada. E como diz o jornalista, Pedro Bial : " .. saiba que pré-ocupação é tão eficiente quanto mascar chiclete para tentar resolver uma equação de álgebra ..". Não me venham com vinhetas natalinas do tipo "que-tudo-se-realize-no-ano-que vai-nascer". Tô fora. Nada vai se realizar se eu não quiser ou não fizer nada para tal. Sinceramente, não tenho perspectivas, tenho dias. Dias que poderei fazer algo que me torne alguém grande de verdade. Mas não quero fazer promessas, para ninguém. Nem para esta alma que aqui devaneia. LógicoooOOooOo que eu quero ir para o Rio de Janeiro o quanto antes. Aguarde-me, Cristo Redentor. Mas não faço disso meu projeto de vida. Minhas intuições estão sendo melhores que o "previsto". Ótimo. Não quero me cobrar, absolutamente, nada. (Não perdi a sanidade, ainda, e sei muito bem diferenciar "obrigações" de "responsabilidades".) Sinto falta de um amor, sim. Mas não estou mais à procura. Estou tão bem comigo mesma que, por enquanto, prefiro curtir meus dias cores-de-rosa (rosa????) aos poucos - tortura chinesa positiva (Existe?). E com essa montanha-russa incontrolável pulsando por minhas artérias... vixeeeee. Mas está tudo bem se você quiser pegar sua agenda - lá naquela página que você rabisca qualquer coisa - e fazer planos para 2008. Acho até legal quem se compromete com o futuro - melhor ainda se for o próprio. Mas.. não consigo mais. Sorry. Já perdi tempo demais planejando e esquecendo. Prefiro a surpresa de casa manhã. De cada sorriso. De cada pessoa com cheirinho de nova. De cada mistério bobo. De cada tristeza inexplicável. De cada e-mail leviano que te faz rir no meio de uma tarde preguiçosa. Sou assim. Prefiro o inesperado. Opto pela sensação de "não-sei-o-que-vai-acontecer-e-não-me-comunique-PLEASE". O único fato certo em minha vida e que pretendo exercer pelo resto de meus dias, é minha profissão. E para isso não preciso de planos, mas da única certeza com que acordo todos os dias: que nasci - e se preciso for, morrerei -por isso. Quer me matar? Impeça-me de exercer minha profissão. Não preciso da certeza de acontecimentos, mas de sentimentos. E isso (...) eu sempre tenho. Eu sinto. Preciso. Quero. Você, não?

Vou ali achar aquele pincel e pintar a parede do meu quarto de lilás - bem forte. (Já comprei a tinta.) E deixar que meus dias comecem, sempre, brancos.

P.S: Não esperem de mim aqueles votinhos (vocês sabem qual...) de Natal e Ano-Novo. Mas sentimentos? Estes, muitos.



- Postado por: Diii às 23h54
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Vó "Cema"

Estava passeando aqui pela internet e achei esta foto em um blog. Que lindaaa. Lembrei-me, imediatamente, da minha vózinha que eu amo acima de todas as coisas desse mundo. Puta saudades dessa senhorinha que tornou minha infância e meus dias "cor-de-rosa" de verdade. Tirando o fato de não ter me concebido, fez tudo (e mais um pouco) por esta que vos escreve. Elá é linda. Tem os olhinhos, pequenos, verdes mais fofos que já vi. Faz qualquer comida, em qualquer ocasião, para qualquer pessoa. Tem sua fé incondicional. Acredita mesmo. E por acreditar tanto, as coisas acontecem. Sua criação é totalmente tradicional - daqueles tempos em que se sentava no sofá para namorar com os pais juntinhos. Nossos maiores atritos são por questões de princípios mesmo. Ela pensa X e tentou me educar de uma forma que eu também pensasse e agisse X. Respeito e admiro a força com que defende suas questões, mas aprendi a viver e agir de um jeito próprio. Gostaria de tê-la trazido comigo nas minhas "andanças" por este mundo. Queria ter mostrado como também vale a pena "o outro lado". Que, às vezes, é necessária a saudade para que saibamos quais pessoas cabem em nossa alma. Queria que ela soubesse que amores-mal-resolvidos fazem a gente se tornar uma pessoa grande de verdade.

- Vó!!! Dói sim, mas passa. (Relaxa, viu..)

É claro, que as bolachas que ela fazia (com a máquina de fazer bolachas... rsrsrs) nunca passarão. Nem os bolos m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-o-s. Nem o dia em que ela pediu pra meu Vô ir ao supermercado "tarde da noite" comprar uma melancia porque eu estava com vontade - e com catapora.

Ela nunca sai de casa sem antes colocar "bobes" no cabelo e passar "pó-de-arroz". Pinta os cabelos e me enrrola dizendo que não. Não me fala sua idade. E eu nem quero saber, porque ela sempre terá a mesma idade pra mim. De vez em quando noto umas ruginhas a mais e... acho todas de uma beleza indescritível. Faz questão de que sua casa esteja sempre arrumada, à espera de uma visita qualquer. Ela tem uns.. dois gatos e quatro gatas (Sasá, XUXU e Jade são as queridinhas da vez). Ah.. elas também falam ao telefone. Talvez tenham puxado a dona que adoraaaaa um papinho com os filhotes. Minha tia que o diga, hein Lúcia??

Tempos atrás descobri que ela tem quatro calças jeans iguais, e pretas. Hilário. Essa vó-linda tem o dom da pintura, e como. O dom que ela não tem mesmo é o de jogar papéis fora. Muito pelo contrário, sempre tem um papelzinho a mais para guardar. Tem adoração por cadernos - quanto mais folhas e grandes, melhor.

Sabe, Vó, eu não sei - e nem quero saber - quando ficaremos longe de verdade. Por que quando este dia chegar.. um pedaço de mim vai morrer pra sempre. E aí sim, terei certeza que jamais poderei voltar a ser inteira.

TE AMO.

De sua sempre neta,

 



- Postado por: Diii às 15h10
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E.U.

Primeiramente... eu - por eu mesma.
 
Tenho 26 anos, diga-se de passagem, muito bem vividos. Olhos verdes que amo. Sou Farmacêutica por formação e, principalmente, por opção. Sou extremamente apaixonada pela minha profissão e pelos princípios que absorvo todos os dias. Tenho um Yorkshire (que criativamente se chama YORK). Moro com uma amiga-irmã que tem um Boxer (chama-se Rufus), e adotamos um vira-lata "espetacular" batizado de Joe. Os HOMENS de nossa casinha, no momentooooo, são três cães. Nossa casa é azul e nossos dias iluminados. De vez em quando ficam cinza, mas beige espero que nunca fique. Sou "a-menina-sem-paciência-mesmooo". Nunca me peça para fazer trabalhos manuais ou terá a visão do inferno. Amo meu rosto. Meus cílios também. Odeiooooo louça suja em cima da pia. Casa desorganizada me deixa doente (mentira, mas quase). Odeio ordens desnecessárias. Adoro elogios sinceros. Atravesso a rua ao sentir o cheiro da inveja. Surto comigo mesma váriassss vezes ao dia e dependendo do humor... várias vezes por hora. Talvez saiba o nome desta alteração (chateação), por mim criada: DISTURBIO MULTIPOLAR DE HUMOR. Todo inverno tenho infecção de garganta. Todo verão fico "efeito-camarã"o com o primeiro "bronze". Tenho medo do mar e da capacidade alheia. Não tolero mentiras, de nenhum tipo. Nunca tente me alegrar ou fazer sofrer menos com uma "verdade-inventada". Posso esquecer, mas jamais perdoarei. Meu coração é grande e forte - musculação excessiva. Sou amiga de várias pessoas, mas poucos são meus amigos. Sou fiel, comigo mesma. Respeito minha liberdade. E a dos outros também. Adoro o seriado Dr. House (Hugh Laurrie principalmenteeeeee... Affff). Sou viciada em sorvete de brigadeiro com Coca-Cola. Compro todos os pijamas que acho fofos. Sapatos exercem domínio sobre minha pessoa. Amo roupa-de-cama colorida - e de malha, lógico. Tenho vário livros e muitos mais a ler e comprar. Quero morar numa livraria. Detestava flores, mas ainda detesto malhar. Mandem-me mensagens de celular. Ignorem meu mau humor matinal. Conquiste-me com um olhar, apenas. Não grite comigo, tenho o péssimo hábito de revidar. Quando quero ir embora.. já fui. Não toque nos meus cabelos, tenho aflição.Tenho vida própria e saudades - infinitas - da minha irmã. Conte-me algumas histórias que me façam rir. Não me conte seus segredos, ou se quiser conte, pois esquecerei segundos depois. Tenho memória fotográfica e seletiva. Não fumo. Bebo o quanto quiser. Sou birrenta. Tenho cinco tatuagens. Uso, simmmmm, filtro solar - religiosamente - todo santo dia. Santo?? Ah.. tenho "religião-própria". Igrejas me acalmam a alma. Não chore perto de mim, não saberei o que fazer muito menos o que dizer. Nunca maltrate animal de espécie alguma - os racionais também estão inclusos. Fico vermelha-rosa-roxa ao ser elogiada em público. Sou impulsiva. Pago pra ver. E, normalmente, vejo. Tenho décimo sentido. Não fico sem manicure-pedicure por mais de uma semana. Sou grossa de "nascença". Fui modelo. Elejo algumas contravenções. Amo minha vó Iracema. Meu pai Pedro também. Fui criança - de verdade. Ainda sou, apenas com uma porcentagem maior da tal responsabilidade. E por fim, sou todas as cores em uma só: o branco.
 
 
" .. Ela também teve seu coração machucado. Dilacerado, imagino. Normal. Desse mal, meu bem, ninguém escapa. Mas o bom disso tudo é que agora consigo abrir meu coração sem rodeios. Sim, amei sem limites. Dei meu coração de bandeja. Sim, sonhei com casinhas, jardins e filhos lindos correndo atrás de mim. Mas tudo está bem agora, eu digo: agora. Houve uma mudança de planos e eu me sinto incrivelmente leve e feliz. Descobri tantas coisas. Tantas, Tantas. Existe tanta coisa mais importante nessa vida que sofrer por amor. Que viver um amor. Tantos amigos. Tantos lugares. Tantas frases e livros e sentidos. Tantas pessoas novas. Indo. Vindo. Tenho só um mundo pela frente. E olhe pra ele. Olhe o mundo! É tão pequeno diante de tudo o que sinto. Sofrer dói. Dói e não é pouco. Mas faz um bem danado depois que passa. Descobri, ou melhor, aceitei: eu nunca vou esquecer o amor da minha vida. Nunca. Mas agora, com sua licença. Não dá mais para ocupar o mesmo espaço. Meu tempo não se mede em relógios. E a vida lá fora, me chama .. !"  |||Fernanda Mello|||


- Postado por: Diii às 21h34
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